sábado, 19 de setembro de 2026

Luciano Cortopassi. Casarão do matutu Desenho Nankim


Apresento meu desenho realista do Casarão do Matutu, realizado inteiramente em Nankim.

Busquei registrar, através do desenho, não apenas a arquitetura do casarão, mas também a atmosfera, os detalhes e a identidade de um lugar tão especial. A precisão dos traços, os contrastes entre luz e sombra e a riqueza dos detalhes fazem parte do processo de construção desta obra.

quinta-feira, 30 de março de 2023

sábado, 20 de fevereiro de 2021

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Óleo sobre tela Itanhaém Luciano Cortopassi Mercado Livre


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domingo, 19 de agosto de 2018

Um Pouco Sobre Minha Carreira de Pintor e Desenhista:























Um Pouco Sobre Minha Carreira de Pintor e Desenhista:
Aos quatorze anos comecei meus estudos de caricaturas , ingressando na carreira das artes, Aos dezesseis dei início aos meus estudos de desenho , pintura a óleo e anatomia artística; com os professores Loris Foggiatto, Paco Sanchez, e Annibal de Moura, Na Associação Paulista de Belas Artes.

Realizo retratos feitos por encomenda.
Trabalho também vendendo meus quadros, e ministrando aulas de desenho e pintura, atendendo aos alunos de forma personalizada.
Participei de diversos salões de artes plásticas, com quadros premiados e que hoje constam em diversas coleções no Brasil e no Exterior.
Atualmente com vinte e dois anos de experiência, de atelier, realizo trabalhos de desenho e pintura, Trabalho como professor,  e pesquisador de efeitos de luz e óptica ligados ao desenho e  pintura.

Sou membro da Associação Paulista de Belas Artes.

Paisagem impressionista óleo sobre tela 18x24 / Luciano Cortopasssi


















Paisagem impressionista óleo sobre tela 18x24


Paraty "centro Histórico"Luciano cortopassi

Paraty "centro Histórico"Luciano cortopassi
Óleo sobre tela 30x40 cm  (Disponível)

Pinturas Temas Variados/ Luciano Cortopassi


















2017 Tapéra Abandonada acrílico sobre tela 27x35 cm



domingo, 19 de abril de 2015

Anders Zorn - Biografia e Obras / Luciano Cortopassi

Anders Zorn - Biografia 1860-1920

     Pintor, escultor e desenhista sueco. É reconhecido internacionalmente como o pintor mais famoso de nacionalidade sueca. Deve sua celebridade especialmente a seus retratos, tanto da alta sociedade parisiense da segunda metade do século XIX, como da família real sueca e de vários presidentes dos Estados Unidos da América. Também são destaques seus célebres "nus" realizados na Suécia e sua obra gráfica, onde demonstrou uma grande capacidade, em especial as gravuras executadas com uma técnica solta que demonstra seu grande domínio no desenho.
     Era filho natural de Grudd Anna Andersdotter e Leonhard Zorn; não chegou a conhecer seu pai, que faleceu em Helsinki em 1872. Criado por seus avós em Mora, iniciou seus estudos em 1872, na escola de Enköping. Aos quinze anos, em 1875, matriculou-se na Real Academia de Arte de Estocolmo, estudos que finalizou brilhantemente em 1880. Nesse mesmo ano apresentou-se na Exposição de Estudantes sua obra Manhã, que lhe abriu as portas dos círculos artísticos suecos. Imediatamente se multiplicaram os encargos; especialmente se especializou em retratos, sobretudo de crianças.
      Nesse mesmo ano conheceu Emma Zorn, filha de uma conhecida família com influência nos círculos artísticos e culturais suecos, com quem casou-se durante o outono de 1885. Entre ambas datas, Zorn viajou pelo Reino Unido e Espanha, e nesta última se interessou particularmente pela pintura de Velázquez e empenhou-se a experimentar os efeitos de luminosidade sobre agua, uma constante em sua obra futura. Durante o inverno de 1887, Anders e Emma realizaram uma viajem de transcendental importância para a obra do pintor.
      Durante este ano e o seguinte permaneceram em St. Ives (França), e Anders apresentou no Salão de 1888 Um pescador de St. Ives, obra adquirida pelo estado francês, e ainda passaram 8 anosn na capital francesa, mas não perderam o contato com a Suécia, onde passavam todos os verões. Na Feira Universal de 1889, Zorn consolidou sua figura no panorama artístico internacional; neste mesmo ano é nomeado cavaleiro da Legião de Honra francesa e é convidado a apresentar seu auto-retrato na Galeria dos Uffizi em Florença
        É precisamente este gênero, de retratos, o que marcou definitivamente até 1896 sua época parisiense. Sua experiência com retratos lhe serviu para ser aceito pelas principais personalidades da vida cultural de Paris da primeira metade do século XIX; destacam-se seus retratos de Antonin Proust (1888) e o de Coquelin Cadet (1889). Neles, Zorn demonstra sua capacidade de representar a psicologia de seus personagens, e é onde o estudo da obra de seu admirado Velázquez deixou sua marca. Por causa da Exposição Internacional de Columbia (1893), Zorn, que foi eleito superintendente da delegação suiça na exposição, realizou a primeira de várias viagens aos Estados Unidos.
        Estas viagens também lhe permitiram mostrar suas qualidades como pintor de retratos, a contar entre seus modelos com personalidades: Grover Cleveland e sua esposa (1899), William Taft (1911) e Theodore Rooselvet, realizado em 1905. Zorn viajou aos Estados Unidos da América em cinco ocasiões, a primeira já citada de 1896 e o resto durante os anos de 1898, 1900, 1903 e 1907. Por isso sua obra está bem representada nas coleções públicas americanas,como nos museus de San Luis e o de Chicago.
Em 1896 Anders e sua esposa Emma regressaram à sua cidade natal de Mora, em cuja vida pública se implicaram profundamente. Emma dedicou-se à promoção da leitura e seu marido mostrou sua preocupação pela conservação do folclore musical sueco, em consonância com as consignas do naturalismo, ponto de referência de sua prática plástica. Isto trás seu definitivo estabelecimento na Suécia, e a obra de Zorn abordou os temas de caráter popular, as cenas costumeiras que refletem o caráter do povo sueco. Também pôs seus dotes de retratista ao serviço da família real sueca, da qual retratou vários membros.
Se a obra ao óleo, de Zorn, caracterizou-se pela prática de um naturalismo próximo ao Impressionismo, foi sem chegar a adquirir a liberdade formal que a caracterizou. Sua obra como pintor se resolve en traços soltos, onde o artista nos demonstra suas qualidades de desenhista. Nos deixou um total de 289 gravuras, nos quais a influencia de Rembrandt adquire o mesmo relevo que a de Velázquez em sua prática de óleo. Entre os retratos de personagens de sua época podemos destacar os de Ernest Renan (1892), o do escultor francês Auguste Rodin (1906) e o de seu compatriota, o dramaturgo August Strindberg (1910).
         Realizou assim mesmo um grande número de aquarelas, especialmente durante seus primeiros anos de matrimônio, estimulado por Emma, que teve um papel importantíssimo ao longo de sua vida. Entre outras, podemos destacar Férias de Verão (1885) ou sua aquarela mais famosa, Pão Nosso De Cada Dia (1886). A parte de sua obra que mais se estima em seu país são a nudez, série que iniciou durante sua estadia na França, com obras como Outdoors (1888) e As banhistas (1888).
Outra arte que destacou o multidisciplinar artista sueco foi a escultura, da qual nos deixou obras de caráter naturalista em pequeno formato, como Banho matutino (1909), e de caráter público, como a Estátua de Gustav Vasa (1903). Após seu falecimento, Emma fundou o Museu Anders Zorn, em 1939; fundação que contém uma representativa amostra dos trabalhos de Zorn em todas as suas facetas.





                                                




quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Victor Gabriel Gilbert / Biografia e Obras

O meado do século XIX e o princípio do século XX viram a introdução da arte na vida diária: dos vendedores de rua aos desabrigados. 
Os artistas franceses, principalmente,  se envolveram com os problemas sociais do seu tempo e procuraram livrar-se do historicismo imponente que conteve a produção da arte por décadas. O movimento conhecido como Realismo encontrou guarida na crítica e artistas tais como Gilbert promoveram uma exposição realística da vida moderna em suas múltiplas variações. 
Victor Gabriel Gilbert nasceu em 1847 em Paris. Como seus pais não tinham suporte financeiro para mandá-lo à École des Beaux-Arts, Gilbert começou a trabalhar como aprendiz com Eugène Adam. À noite estudava na École de la Ville de Paris,  para seu treinamento artístico oficial. 
Gilbert expôs pela primeira vez no Salon, em 1873 com Les Apprêts du Dinere Avant le Bal,  um ano antes do grupo dos Impressionistas apresentarem sua primeira pintura do gênero:  Impressionist.  Durante parte da década de 1870 Gilbert teve o suporte financeiro de Père Martin, um marchand com loja de arte na rua Lafitte,  um encorajador do movimento Impressionista e da promoção de artistas novos e promissores. Martin comprou vários trabalhos de Gilbert que, em agradecimento, pintou o retrato de Mme. Martin, exibido no Salon em 1875. 
Gilbert, então, já estava bem conceituado no meio artístico e transformou-se no pintor de Les Halles, uma área de Paris que existe ainda hoje, mas que, naquela época, era apenas um centro de vendedores e mercadores de rua.  Com a tela Le Matin -um recanto do mercado de peixes em Les Hallesdurante a manhã- exibida no Salon em 1880, ganhou sua primeira medalha. 
Como artista plenamente estabelecido como pintor realista dos aspectos da vida parisiense, teve o seu quadro Porteurs de Viande  exibido no Salon de 1884. Embora seu estilo tenha se ampliado, Gilbert não negligenciou cenas unicamente burguesas, tais como Marché aux Fleurs, o que o ligava mais intimamente aos pintores Impresionistas, especialmente a Pierre-Auguste Renoir. 
Em  1897 foi agraciado com o título de Chevalier de la Légion d onneur e continuou expondo regularmente no Salon até 1933. Em 1926 recebeu o Prix Bonnat. 
Gilbert morreu em 1935. Foi influenciado não somente pelo realismo, mas também pelo Impressionismo. Sua vida e carreira no Salon testemunharam um período de transições estilísticas consistentes, influenciadas pela época.








sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Balthus Biografia e Obras / Luciano cortopassi


Balthus é o nome como é mais conhecido o Conde Balthazar Klossowski de Rola. Estava pertíssimo de completar 93 anos quando morreu na Suíça, em sua casa no povoado de Rossinière. Balthus nasceu em Paris, filho de família abastada e aristocrática, no ano de 1908.
Era a história viva do que habitualmente chamamos de “belle époque” francesa. Foi uma vida inteiramente submersa no mundo da arte, até mesmo pela convivência com outras pessoas. Pablo Picasso foi um dos seus amigos mais chegados. Conviveu também com Henry Matisse e Juan Miró. Na verdade, viveu cercado de artistas e intelectuais desde a infância.
Apesar de nascido em Paris, era de origem polonesa, filho de um historiador e uma aquarelista.  O pendor pela arte vem do berço.  
Recebeu educação esmerada mas foi um autodidata como artista.  Aprendeu indo aos museus e igrejas e fazendo cópias, antes de assumir um estilo próprio.  Casou com uma japonesa de nome Setsuko Ideta, que o acompanhou até a morte e com isso foi misturando em sua biografia mais nomes que para nós, brasileiros, parecem complicados.  No início da adolescência, teve um gato chamado Mitsou, que desapareceu misteriosamente.  Sobre esse tema fez 40 desenhos que foram publicados. Eram desenhos inocentes, de uma quase criança, mas já apresentavam a tristeza e a solidão que caracteriza toda a obra do artista.
Depois migrou para a pintura de ninfetas, sempre buscando uma sensualidade bem explícita, um erotismo declarado mas sempre mesclado com um ambiente de solidão e tristeza.  As meninas, no frescor da juventude e da sensualidade recém desperta, contrastam visivelmente com ambientes lúgubres, de mobílias antigas, cortinas pesadas e cores fechadas. A presença de gatos é também uma constante, significando talvez um lado inocente que o Conde Balthazar Klossowski de Rola sempre fez contracenar com o pensamento erótico, até para dar-lhe mais ênfase.
Para fortalecer mais ainda o erotismo, o artista freqüentemente colocava um único ponto de luz na cena, fazendo incidir essa luz exatamente nas partes mais sensuais da criança/menina/mulher, como coxas e seios.  A intenção é simplesmente declarada e mostra um certo espírito pedófilo que incomoda.
O artista tinha também uma certa fixação por espelhos e sobre toda a fantasia do que eles representam, como passagem para um outro mundo.  Os espelhos serviam para mostrar uma mirada sobre si mesmo que ultrapassava as dimensões conhecidas e levavam a um ambiente inexistente alem do campo da imaginação.  
O Conde Balthazar Klossowski de Rola, ou simplesmente Balthus, não foi um artista da perfeição. Suas pinturas pecam nas proporções e contornos, escorregam na escolha de cores apropriadas e enganam-se nas perspectivas com relativa freqüência mas conseguem, apesar disso, um efeito emocional poderoso.  O despertar da sexualidade é retratado com uma mistura de inocência e provocação consciente.  Os gestos das meninas são propositais, a incidência da luz na abertura das pernas é uma atitude estudada e proposital. O resultado é forte.  
Balthus não foi um pintor muito fértil. Ao longo da vida de quase 93 anos – morreu 10 dias antes de completá-los – deixou 300 quadros concluídos. Se considerarmos uma vida útil dos 15 aos 90 anos, teremos uma média de 4 quadros por ano, o que não é muito.
 
Por Ronaldo Carneiro Leão
e Rê Rodrigues